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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

33 ANOS DE FUNDAÇÃO DA FRATERNIDADE JORGE DA CAPADÓCIA





É muito bom completar 33 Anos de atividades fazendo aquilo que se gosta; Eu me sinto um privilegiado pelo dia em que optei por me tornar um Sacerdote Afro Umbandista; em momento algum me arrependi ou me surgiu qualquer tipo de duvida pela escolha feita.
Agradeço a assistência de toda a Espiritualidade de Luz que aos poucos restabelecem a minha saúde para que eu possa continuar a minha caminhada terrena e por todo o Aprendizado recebido nesses anos de Sacerdócio, pois uma das coisas que mais me trazem orgulho é de um dia ter fundado a Fraternidade Jorge da Capadócia e de mante-la Juridicamente Ativa até os dias de hoje, e que assim continue por muitos anos... Agradeço aos Amigos, Filhos, adeptos que passaram pela minha casa... Pois com certeza de alguma forma contribuíram para que hoje estivéssemos completando mais essa jornada.
Agradeço Aqueles que juntos comigo fundaram a Capadócia em 25/09/1982; Maria Inêz Cardoso, Sergio Moacir de Moraes, e," in memoriam" á: Marina Hernandez de Mendonça, Angelina Tissato de Moraes e Alcides Tissato hoje na espiritualidade.
Agradeço ao meu Pai Ogum Megê , Minha Mâe Oxum, Pai Joaquim de Angola, Seu 7 Encruzilhadas... Por me permitirem a felicidade de cada vez mais poder trabalhar fazendo aquilo que me faz bem e me deixa feliz...
E, a todos os Irmãos que sempre apreciaram o meu trabalho; Muito Obrigado!


                                                                    Josimar Fracassi

                                            Diretor Espiritual Fraternidade Jorge da Capadócia

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

PRECE DE EXÚ




Sou EXU, Senhor. Pai, permite que assim te chame, pois, na realidade, Tu o és, como és meu criador. Formaste-me da poeira ástrica, mas como tudo que provém de Ti, sou real e eterno.
Permite Senhor, que eu possa servir-Te nas mais humildes e desprezíveis tarefas criadas pelos teus humanos filhos. Os homens me tratam de anjo decaído, de povo traidor, de rei das trevas, de gênio do mal e de tudo o mais em que encontram palavras para exprimir o seu desprezo por mim; no entanto, nem suspeitam que nada mais sou do que o reflexo deles mesmos. Não reclamo, não me queixo porque esta é a Tua Vontade.
Sou escorraçado, sou condenado a habitar as profundezas escuras da terra e trafegar pelas sendas tortuosas da provação.
Sou invocado pela inconsciência dos homens a prejudicar o seu semelhante. Sou usado como instrumento para aniquilar aqueles que são odiados, movido pela covardia e maldade humanas sem contudo poder negar-me ou recorrer.
Pelo pensamento dos inconscientes, sou arrastado à exercer a descrença, a confusão e a ignomínia, pois esta é a condição que Tu me impuseste. Não reclamo, Senhor, mas fico triste por ver os teus filhos que criaste à Tua imagem e semelhança, serem envolvidos pelo turbilhão de iniqüidades que eles mesmos criam e, eu, por Tua lei inflexível, delas tenho que participar.
No entanto, Senhor, na minha infinita pequenez e miséria, como me sinto grande e feliz quando encontro nalgum coração, um oásis de amor e sou solicitado a ajudar na prestação de uma caridade.
Aceito , sem queixumes, Senhor, a lei que, na Tua infinita sabedoria e justiça, me impuseste, a de executor das consciências, mas lamento e sofro mais porque os homens até hoje, não conseguiram compreender-me.
Peço-Te, Oh, Pai infinito que lhes perdoe.
Peço-Te, não por mim, pois sei que tenho que completar o ciclo da minha provação, mas por eles, os teus humanos filhos.
Perdoa-os, e torna-os bons, porque somente através da bondade do seu coração, poderei sentir a vibração do Teu amor e a graça do Teu perdão.
Esta prece foi psicografada por A . J. Castro, da Cabana de Lázaro

                                                                               Laroyê  Exú !


                                                                        Pai Josimar da capadócia

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

AS SETE LÁGRIMAS DE UM PRETO VELHO





                                       Sete Lágrimas de um Preto-Velho

Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, pitando o seu cachimbo, um triste preto-velho chorava. De seus olhos molhados, esquisitas lágrimas desciam-lhe pelas faces e não sei porque contei-as… Foram sete.
Na incontida vontade de saber aproximei-me e o interroguei. Fala, meu preto-velho, diz ao teu filho por que externas assim uma tão visível dor?
E ele, suavemente respondeu: Estás vendo esta multidão que entra e sai? As lágrimas contadas estão distribuídas a cada uma delas.
A primeira, eu dei a estes indiferentes que aqui vem em busca de distração, para saírem ironizando aquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber…
A segunda a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na expectativa de um milagre que seus próprios merecimentos negam.
A terceira, distribui aos maus, aqueles que somente procuram a UMBANDA, em busca de vingança, desejando sempre prejudicar a um seu semelhante.
A quarta, aos frios e calculistas que sabem que existe uma força espiritual e procuram beneficiar-se dela de qualquer forma e não conhecem a palavra gratidão.
A quinta, chega suave, tem o riso, o elogio da flor dos lábios mas se olharem bem o seu semblante, verão escrito: Creio na UMBANDA, nos teus caboclos e no teu Zambi, mas somente se vencerem o meu caso, ou me curarem disso ou daquilo.
A sexta, eu dei aos fúteis que vão de Centro em Centro, não acreditando em nada, buscam aconchegos e conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente.
A sétima, filho notas como foi grande e como deslizou pesada? Foi a última lágrima, aquela que vive nos olhos de todos os Orixás. Fiz doação dessa aos Médiuns vaidosos, que só aparecem no Centro em dia de festa e faltam as doutrinas.
Esquecem que existem tantos irmãos precisando de amparo material e espiritual.
Assim, filho meu, foi para esses todos, que viste cair, uma a uma AS SETE LÁGRIMAS DE UM PRETO-VELHO.


                                                                          Abraços Fraternais


                                                                        Pai Josimar da Capadócia

quinta-feira, 28 de maio de 2015

A DECEPÇÃO




A DECEPÇÃO:

Certamente todos os sacerdotes já se depararam com este sentimento. A decepção é a emoção mais recorrente dentre as queixas daqueles que comandam uma comunidade de Terreiro.

Não há quem não tenha relatos pessoais, ou histórias para contar dentro de uma Casa de Santo que não tenha experimentado a decepção.

Isto talvez porque o Culto aos ‪#‎Orixás‬ seja uma Religião atípica, na qual os adeptos tratam os sacerdotes como “pais” e “mães”.

O convívio no Terreiro faz com que em pouco tempo crie-se um elo consistente que aproxima estranhos, de idades, cores, culturas, origens e educações distintas ao ponto de torná-los “pais” e “filhos”. E esta relação muitas vezes acaba por suprir, ou reproduzir as dinâmicas das famílias biológicas.

A relação ainda se avoluma, porque no Culto aos Orixás a ritualística implica em períodos longos de recolhimento no Terreiro, aumentando a convivência e aproximando as pessoas por dias e às vezes semanas contínuas.

Cada obrigação, seja ela iniciática ou periódica, acaba por demandar toda esta mobilização daquela comunidade em torno do “recolhido” (obrigacionado).

E esta mobilização redunda em certos sacrifícios que todos os envolvidos se dispõem a fazer em prol do outro. Isto implica em abdicar durante estes períodos de bebidas alcoólicas, sexo, festas, compromissos pessoais, do convívio de sua família biológica e do conforto de seu próprio lar para participar das obrigações dormindo dias seguidos no Terreiro.

Tudo isto indiscutivelmente propicia um sentimento coletivo de solidariedade, mas também de decepção, quando algum desses membros abandona a comunidade.

Nesse momento, por mais que a comunidade sinta, é o sacerdote que sofre o maior impacto, já que ele lidera o egbé e é ele quem cria o mais intenso laço de união com o frequentador, ou filho da Casa.

Há a quebra de um elo. E esse rompimento traz consigo a decepção e a tristeza de saber que a dedicação devotada não foi correspondida e quase sempre não foi sequer compreendida.

Pior quando esta decepção vem adicionada a falatórios e fofocas de conhecidos em comum, que revelam que aquele que deixou o Terreiro ainda saiu se queixando, ou criticando a própria Casa e o sacerdote que tanto se dedicou a ele.

Muitas vezes são anos de preparação, informação, esclarecimentos e ensinamentos diversos. Tempo em que se investiram esperanças no futuro daquele filho. Anos durante os quais este mesmo filho teve suas atitudes compreendidas, corrigidas e perdoadas pelo sacerdote. Mas diante dos menores ou dos mais inusitados motivos, ele se revolta, se enche de razões para discordar de determinadas decisões. Achando-se injustiçado e dono da verdade, simplesmente vai embora sem nem dizer um simples “obrigado”, ou ao menos despedir-se, como a decência e a boa educação recomendam a qualquer um.

Muitos destes que se sentem vítimas, incompreendidos e revoltados, no momento de dor e de necessidade, foram acolhidos pela Casa, por seus membros e sacerdotes que lhes deram amparo, roupas, comida, teto e força espiritual quando mais precisaram.

Abraçaram, beberam e festejaram junto à comunidade. Não raro, custeados pelos até então “pais”, “mães” e “irmãos” de outrora.

No momento da dor e da necessidade, proferiram juras de amor e fidelidade à Casa, gestos e homenagens de uma gratidão que parecia sincera e inabalável… Para no momento seguinte, tudo se dissipar como o vento, sem nem sabermos onde foi parar toda aquela amizade e gentileza.

A decepção acaba por ser uma terrível armadilha que fere de surpresa os sacerdotes e membros do egbé.

Por mais experientes que sejam e por mais que se digam preparados para lidar com ela, a decepção sempre age como uma lâmina gelada perfurando o peito.

Claro que algumas decepções são maiores, ou piores. Mas sempre este sentimento se revela fruto das próprias expectativas criadas (porque não dizer: fantasiadas) em torno de filhos de santo e frequentadores da Casa.

O desejo de que aquela pessoa traga alegrias, que seja amiga fiel ao zelador e à Casa, geram uma expectativa que, quando rompida pela decepção, desmorona como um castelo de areia, que diante de uma onde furtiva, se transforma rapidamente em escombros tão diferentes da beleza lúdica que tinha.

Diante da decepção, muitos e bons pais e mães de santo sofreram tanto que não tiveram mais forças para prosseguir com seu sacerdócio.

Outros revoltaram-se de tal maneira, que transformaram o amor paterno em ódio, rebaixando filhos à condição de inimigos mortais.

A decepção é dor. E dor é difícil de descrever. Só quem sente consegue entende-la em sua amplitude.

É difícil, quase impossível prevenir-se contra a decepção. Quem ama espera, sonha, se dedica. Não há como chamar alguém de filho e não criar expectativas. E também não há como ser chamado de pai e banalizar esta relação, tornando-se frio como uma pedra de gelo ambulante.

O sacerdote é como um professor, que prepara os alunos a cada ano, mas que nem sempre participará da formatura deles. O sacerdote prepara os filhos, se preparando também para não mais os ver.

Não sei se ameniza, ou consola, mas encarar os atos de dedicação aos filhos, como sendo devotados unicamente em prol dos Orixás e não em prol das pessoas, muda um pouco a configuração das coisas. Assim se, ou quando, a decepção chegar, teremos a consciência tranquila de que o objetivo principal foi sempre atingido. Logo, se o filho decepcionar, saberemos que o Orixá foi bem servido e atendido e por isso reconhecerá sempre, na cabeça do filho ingrato, ou não, aquilo que foi feito por ele.

Mas a única atitude realmente eficaz e propedêutica contra a decepção é tentar respeitar o momento de cada um. Antes de criar sonhos e gerar expectativas acerca daquele filho, precisamos antes enxergá-lo como pessoa. Uma pessoa que não é nossa. E como pessoa livre, ele terá seu tempo para amadurecer, terá suas chances de errar e sua própria forma de fazer escolhas (certas e erradas).

É sempre bom lembrarmos que, como pessoas que somos, também já decepcionamos muita gente que nos amava e muitas que criaram expectativas diante de nós. Por inúmeras vezes fomos e somos imaturos e egoístas ao ponto de agirmos sem considerar o sentimento dos outros. Isso nos faz iguais e tão falíveis quanto aqueles que nos feriram.

Uma avaliação honesta sobre cada caso, feita ainda que silenciosamente pelos envolvidos, é sempre bem vinda. O tempo se encarrega do restante. Tempo também é Orixá.

                                                                    Abraços Fraternais


                                                                Pai Josimar da Capadócia

sexta-feira, 1 de maio de 2015

A SACRALIZAÇÃO DE ANIMAIS NA RELIGIÃO ATRAVÉS DOS TEMPOS






Pergunta: "Por que Deus exigia sacrifícios de animais no Velho Testamento?"

Resposta: Deus exigia sacrifícios de animais para que a humanidade pudesse receber perdão dos seus pecados (Levítico 4:35; 5:10). Para começar, sacrifício de animal é um tema importante encontrado por todas as Escrituras. Quando Adão e Eva pecaram, animais foram mortos por Deus para providenciar vestimentas para eles (Gênesis 3:21). Caim e Abel trouxeram ofertas ao Senhor. A de Caim foi inaceitável porque ele trouxe frutas, enquanto que a de Abel foi aceitável porque ele trouxe “das primícias do seu rebanho e da gordura deste” (Gênesis 4:4-5). Depois que o dilúvio recuou, Noé sacrificou animais a Deus. Esse sacrifício de Noé foi de aroma agradável ao Senhor (Gênesis 8:20-21). Deus ordenou que Abraão sacrificasse seu filho Isaque. Abraão obedeceu a Deus, mas quando Abraão estava prestes a sacrificar a Isaque, Deus interveio e providenciou um carneiro para morrer no lugar de Isaque (Gênesis 22:10-13).

O sistema de sacrifícios atinge seu ponto máximo com a nação de Israel. Deus ordenou que essa nação executasse inúmeros sacrifícios diferentes. De acordo com Levítico 1:1-4, um certo procedimento era para ser seguido. Primeiro, o animal tinha que ser perfeito. Segundo, a pessoa que estava oferecendo o animal tinha que se identificar com ele. Então, a pessoa oferecendo o animal tinha que infligir morte ao animal. Quando feito em fé, esse sacrifício providenciava perdão dos pecados. Um outro sacrifício chamado de dia de expiação, descrito em Levítico 16, demonstra perdão e a retirada do pecado. O grande sacerdote tinha que levar dois bodes como oferta pelo pecado. Um dos bodes era sacrificado como uma oferta pelo pecado do povo de Israel (Levítico 16:15), enquanto que o outro bode era para ser solto no deserto (Levítico 16:20-22). A oferta pelo pecado providenciava perdão, enquanto que o outro bode providenciava a retirada do pecado.

Por que, então, não oferecemos mais sacrifícios de animais nos dias de hoje? O sacrifício de animais terminou porque Jesus Cristo foi o sacrifício supremo. João Batista confirmou isso quando O viu pela primeira vez: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1:29). Você pode estar se perguntando: “por que animais? O que eles fizeram de errado?” Esse é justamente o ponto: já que os animais não fizeram nada de errado, eles morreram no lugar daquele que estava executando o sacrifício. Jesus Cristo também não tinha feito nada de errado, mas voluntariamente entregou-Se a morrer pelos pecados da humanidade (1 Timóteo 2:6). Muitas pessoas chamam de substituição essa idéia de morrer no lugar de outra pessoa. Jesus Cristo tomou para Si o nosso pecado e morreu no nosso lugar. 2 Coríntios 5:21 diz: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” Através de fé no que Jesus Cristo cumpriu na cruz qualquer pessoa pode receber perdão.

Em resumo, os sacrifícios de animais foram ordenados por Deus para que tal pessoa pudesse experimentar do perdão dos pecados. O animal servia como um substituto – quer dizer, o animal morreu no lugar do pecador. Sacrifício de animais parou com Jesus Cristo. Jesus Cristo foi o substituto sacrificial supremo e é agora o mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2:5). Sacrifícios de animais serviam como um sinal do que estava para vir – o sacrifício de Cristo a nosso favor. A única base sobre a qual o sacrifício de um animal providenciaria perdão dos pecados é o fato de que Cristo iria Se sacrificar pelos nossos pecados, providenciando o perdão que aqueles animais podiam apenas ilustrar e prenunciar.


Espero mais uma vez ter comtribuido com os irmãos para um melhor esclarecimento sobre o assunto...


                                                                      Abraços Fraternos


                                                                     Pai josimar da Capadócia

segunda-feira, 20 de abril de 2015

SALVE OGUM... SALVE SÃO JORGE DA CAPADÓCIA





Ogum é o guerreiro, general destemido e estratégico, é aquele que veio para ser o vencedor das grandes batalhas, o desbravador que busca a evolução.

Defensor dos desamparados, segundo a lenda, Ogum andava pelo mundo comprando a causa dos indefesos, sempre muito justo e benevolente. Ele era o ferreiro dos orixás, senhor das armas e dono das estradas. Irreverente, pois é um orixá valente, traz na espada tudo o que busca.

No sincretismo religioso Ogum é representado por São Jorge e especificamente na Bahia por São Sebastião! Ainda hoje a Ordem dos Templários vive, prega e divulga os ensinamentos de São Jorge.

O dia da semana de maior vibração desta energia é a terça-feira.

Dos ensinamentos de Pai Ogum: A vida é sempre resultado de nossas escolhas! A preocupação olha em volta, a tristeza olha para trás, a Fé olha para cima.




É aquele que sempre abre as estradas, que vai na vanguarda, que desbrava os caminhos com o seu machete. Orixá violento e guerreiro, eterno vencedor.

Foi Rei de Ifé e conquistador do reino de Ire.

Veste um saiote chamado mariwó (feito com as franjas das folhas verdes da palmeira).

É tido como filho de Iemanjá, irmão de Oxossi e Exu.

Ao mesmo tempo que caça, inventa as armas e ferramentas. Foi um profundo conhecedor dos segredos das florestas, onde vivia com Oxossi e Ossain. Destemido caçador, tornou-se guerreiro e ferreiro.

Conta uma lenda que Ogum não gostava de civilização, vivendo eternamente no fundo da floresta. Oxum, com sua doçura, conseguiu conquistá-lo, trazendo-o para a cidade -  ela necessitava de ajuda, pois precisava de proteção.

Foi marido de Iansã, cujo segredo descobriu. Depois viveu com Oxum (antes desta casar com Oxossi e depois com Xangô). Viveu com Oba, após vencê-la em uma luta.

Sua ira era terrível. Era conhecido como decepador de cabeças e vingador das injustiças.
É o protetor das artes marciais, da agricultura, dos policiais e daqueles que lidam com ferro.

              SÃO JORGE O SANTO GUERREIRO


Em torno do século III D.C., quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge. Filho de pais cristãos, Jorge aprendeu desde a sua infância a temer a Deus e a crer em Jesus como seu salvador pessoal.

Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe após a morte de seu pai. Lá foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade - qualidades que levaram o imperador a lhe conferir o título de conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções.

Por essa época, o imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os ídolos adorados
nos templos pagãos eram falsos deuses.

Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande ousadia a fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens. Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe  que era por causa da VERDADE. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: "O QUE É A VERDADE ?". Jorge respondeu: "A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e nele confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da verdade."

Como São Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos.

Jorge sempre respondia: "Não, imperador ! Eu sou servo de um Deus vivo ! Somente a Ele eu temerei e adorarei". E Deus, verdadeiramente, honrou a fé de seu servo Jorge, de modo que  muitas pessoas passaram a crer e confiar em Jesus por intermédio da pregação daquele jovem soldado romano. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito em seu plano macabro, mandou degolar o jovem e fiel servo de Jesus no dia 23 de abril de 303.

A devoção a São Jorge rapidamente tornou-se popular. Seu culto se espalhou pelo Oriente e, por ocasião das Cruzadas, teve grande penetração no Ocidente.Verdadeiro guerreiro da fé, São Jorge venceu contra Satanás terríveis batalhas, por isso sua imagem mais conhecida é dele montado num cavalo branco, vencendo um grande dragão.

Com seu testemunho, este grande santo nos convida a seguirmos Jesus sem renunciar o bom combate.



                                                          Salve Ogum...


                                             Salve São Jorge da Capadócia !


                                      Pai Josimar da Capadócia