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domingo, 24 de fevereiro de 2013

" PRETOS VELHOS " A sabedoria que vem das Senzalas !



Pai Antonio foi o primeiro preto-velho a se manifestar na Religião de Um­banda em seu médium Zélio Fer­nandino de Morais onde se esta­be­leceu a Tenda Nossa Senhora da Pie­dade. Assim, ele abriu esta “linha” pa­ra nossa religião, introduzindo o uso do cachimbo, guias e o culto aos Orixás.



O “Preto-velho” está ligado à cul­tura religiosa Afro Brasileira em geral e à Umbanda de forma especí­fica, pois den­tro da Religião Umban­dista este termo identifica um dos elementos for­madores de sua litur­gia, representa uma “linha de tra­balho”, uma “falange de espíritos”, to­do um grupo de mentores espi­ri­tuais que se apresentam como ne­gros anciões, ex-escravos, conhe­ce­­dores dos Orixás Africanos.



São trabalhadores da espiritua­lidade, com características próprias e cole­tivas, que valorizam o grupo em detri­mento do ego pessoal, ou seja, são simplesmente pretos e pretas velhas com Pai João e Vó Maria, por exem­plo.

Milha­res de Pais João e de Avós Maria, o que mostra um trabalho desper­sonalizado do elemento indivi­dual valorizando o elemento coletivo identificado pelo ter­mo genérico “preto-velho”. Muitos até dizem “nem tão preto e nem tão velho” ainda assim “preto velho fulano de tal”.  A falta de informa­ção é a mãe do precon­ceito, e, no caso do “preto-ve­lho”, muitos que são leigos da cultura religiosa Umbandista ou de origem africana desconhecem  valor do “preto-velho” dentro das mes­mas.

Preto é Cor e Ne­gro é Raça, logo o ter­mo “preto-velho” tor­na-se caracte­rís­tico e com sentido ape­nas dentro de um con­texto, já que fora de tal contexto o termo de uso amplo e irres­trito seria “Negro Vel­ho”, “Negro An­cião” ou ainda “Ne­gro de idade avan­çada” para iden­ti­fi­car o ho­mem da ra­ça ne­gra que encon­tra-se já na “terceira idade” (a melhor ida­de). Por conta disso alguns sentem-se des­con­for­táveis em utilizar um ter­mo que à primeira vista pode parecer des­respei­toso ao citar um amável senhor negro, já com suas madeixas bran­cas, cachimbo e sorriso fácil, por trás do olhar de homem sofri­do, que na humildade da subju­gação forçada e escrava encontrou a liberdade do espí­rito sobre a alma, através da sabedoria vinda da Mãe África, na figura de nossos Orixás, vindo de encontro à imagem e resignação de nosso senhor Jesus Cristo.



Alguns preferem chamá-los ape­nas de “Pais Velhos” o que é bonito ao ressaltar a paternidade, mas ao mesmo tempo oculta a raça que no caso é motivo de orgulho. São eles que sou­be­ram passar por uma vida de escravidão com honra e nobreza de caráter, mais um motivo de or­gulho em se auto-afirmar “nêgo véio” e ex-escravo; talvez as­sim se man­tenham para que nunca nos esque­çamos que em qualquer situa­ção temos ainda opor­tunidade de evo­luir. Quanto mais adver­sa maior a oportu­nidade de dar o testemunho de nos­sa fé.



O “preto-ve­lho” é um ícone da Umban­da, resu­min­do em si boa parte da filosofia um­ban­dista. Assim, os es­pí­ritos desen­car­­nados de ex-es­cravos se iden­ti­fi­cam e muitos ou­tros que não foram escra­vos, nesta con­dição, as­sim se apre­sentam tam­bém em home­nagem a eles, por tê-los como Mes­tres no astral.





No imaginário po­pular, por falta de informação ou por má fé de al­guns formadores de opinião, a ima­gem do “preto-velho” pode estar asso­ciada por alguns a uma visão preconceituosa, há ainda os que se assustam “com estas coisas” pois não sabem que a Um­banda é uma religião e como tal tem a única proposta de nos religar a Deus, mani­festando o espírito para a caridade e de­senvol­vendo o senti­mento de amor ao pró­ximo.  Não existe uma Umbanda “boa” e uma Umbanda “ruim”, existe sim única e exclusi­vamente uma única Umbanda que faz o bem, caso con­trário não é Umbanda e assim é com os “Preto-velhos”, todos fazem o bem sem olhar a quem, caso con­trário não é de fato um “preto-velho”, pode ser alguém disfarçado de “velho-negro”, o “preto velho” tra­balha única e exclusivamente para a caridade es­piritual.



São espíritos que se apresentam des­ta forma e que sabem que em essência não temos raça nem cor, a cada encarnação, temos uma expe­riên­cia diferente. Os pretos velhos trazem consigo o “mistério ancião”, pois não bas­ta ter a forma de um velho, antes, precisam ser espíritos amadurecidos e reconhecidos como irmãos mais velhos na senda evo­lutiva.



Quanto menos valor se dá a for­ma, mais valor se dá à mensagem, e “preto-velho” fala devagar, bem bai­xinho; quando assim se pronun­cia, to­dos se aquietam para ouví-lo, parece-nos ouvir na língua Yorubá a pa­la­vra “Atotô”, saudação a Oba­luayê que quer dizer exatamente isso: “silêncio”.



Nas culturas antigas o “velho” era sempre respeitado e ouvido co­mo fonte viva do conhecimento an­ces­tral. Hoje ainda vemos este cos­tume nas culturas indígenas e ciga­nas. Algumas tradições religiosas man­têm esta postura frente o sacer­dote mais velho, trata-se de uma he­rança cultural religiosa tão antiga quan­to nossa memória ou nossa his­tória pode ir buscar, tão antigos também são alguns dos pretos velhos que se manifestam na Umbanda.

Muitos já estão fora do ciclo reen­carnacionista, estão libertos do karma, já desvendaram o manto da ilu­são da car­ne que nos cobre com paixões e ape­gos que inexora­vel­mente ficarão para trás no caminho evolutivo.

Por tudo isso e muito mais, no dia 13 de Maio, dia da libertação dos es­cravos eu os saúdo: “Salve os Pre­tos Velhos! Sal­ve as Pretas Velhas! Adorei as Almas!  

Meu Axé a todos os irmãos de Lei

Pai Josimar da Capadócia
  


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

CABOCLOS DA UMBANDA




Caboclo, na Umbanda, é um mistério, uma linha de trabalho, uma falange, um grau. É o identificador de entidades que trabalham na vibração ligada a Oxóssi, o orixá das matas e do conhecimento.

Nas linhas de ação e trabalho dos caboclos “são incorporados milhares de espíritos cujas religiões não eram a ioruba nem a indígena brasileira. Mas todos têm uma forma de incorporação bem característica” ...

“Na Umbanda, os caboclos têm uma função relevante, pois são eles que assumem a frente nas linhas de trabalho dos médiuns. Os caboclos são o elo de ligação do médium com os orixás”.  “Nas linhas de caboclos estão ocultos sob formas plasmadas grandes sacerdotes desencarnados já há muitos séculos, muitos sábios, filósofos, professores e sacerdotes dos mais variados rituais...”) (Rubens Saraceni – Umbanda Sagrada – Madras Ed.)

O arquétipo do caboclo índio brasileiro é bastante forte e “só espíritos com uma noção superior sobre as verdadeiras leis da vida poderiam ser enviados à Terra para, incorporados em seus médiuns, orientar os infelizes encarnados ... Só mesmo os nossos índios simples e cultuadores da verdadeira irmandade poderiam pregar o amor entre pessoas mais preocupadas com o sucesso pessoal do que com o bem-estar dos seus semelhantes”. (Rubens Saraceni - Os Arquétipos da Umbanda – Madras Ed.)




Os caboclos representam a simplicidade, a humildade, a coragem e a persistência. Os índios tinham elevadíssimas noções de conduta e moral e a mentira, a dissimulação e a falsidade não se desenvolveram entre eles. Pela moral, caráter, espiritualização, fraternidade, etc., a Umbanda tem no índio um dos graus mais elevados e o arquétipo para esta linha de ação e trabalho.

Os caboclos são o braço forte da Umbanda; representam a força e a energia dos trabalhos, agindo sempre com muita altivez, como desbravadores dos caminhos da espiritualidade e da fé. São espíritos que se apresentam fortes, vibrantes e trazem as forças da natureza e a sabedoria no uso das ervas. É na irradiação benéfica das matas que espíritos são curados, doutrinados e encaminhados pelos caboclos.

“Os caboclos também ensinam a termos coragem e a sermos guerreiros na vida, lutando pelo que é justo e bom para todos. ... Ajudam-nos a entrar na macaia (a mata que simboliza a vida), a cortar os cipós do caminho (vencer as dificuldades) e, se preciso, caçar os bichos do mato (vencer as interferências espirituais negativas)”.

Há caboclos(as) na irradiação de todos os Orixás, mas a linha de trabalho dos nossos queridos Caboclos e Caboclas no ritual de Umbanda Sagrada é sustentada pelo mistério Orixá Oxossi. Os caboclos e caboclas são doutrinadores de nossa Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Evolução e Geração. São trabalhadores dos mistérios à direita dos Sagrados Orixás.

Sua linha é forte, pois são aguerridos, persistentes e movimentam essências dos Tronos de Deus. São espíritos que se consagraram aos mistérios dos Orixás e servem à sua  direita, com um nome simbólico que identifica a "falange" na qual eles trabalham.

                                                           Meu Saravá á todos os irmãos de Lei


                                                                    Pai Josimar da Capadócia

domingo, 17 de fevereiro de 2013

EXU, O que é um Exu ?



Mesmo não conhecendo nada de Umbanda, provavelmente você já deve ter ouvido alguma história sobre a emblemática figura dos Exús. Tenho quase certeza que você já ouviu alguém assimilando sua imagem ao demônio, a feitiçaria ou a qualquer imagem negativa que possa existir. Se você conhece algum membro do movimento Neo-Pentecostal, em especial a IURD, a chance de você ter acreditado no “Demônio Exú” é ainda muito maior, fruto principalmente do trabalho de demonização orquestrado pelo seu líder, o EX-UMBANDISTA Edir Macedo.
Exú realmente é uma figura emblemática para que os desconhece. Até mesmo membros da própria Umbanda se confundem e acabam por perpetuar essa ideia negativa destes dedicados trabalhadores do Astral, seja através do uso daquelas estátuas grotescas, vermelhas e cheias de chifes e garras, que dizem representar seus guias, ou até mesmo pela falta de preparo em alguns terreiros, onde Kiumbas acabam se passando pelo papel de Exús e cometendo ações que em nada tem a ver com o trabalho destes gardiões.
Abaixo segue um texto psicografado por Pai Geró, dirigente do C.E.U Esperança, onde um destes trabalhadores da linha de Exú relata a verdadeira missão destes dedicados guardiões.
Onde se faz necessária a segurança e defesa contra energias negativas do Astral, lá está um destes guardiões pronto para ajudar.
Laróyè Exú!

Muitos são os que gostam de colocar dentro de centros ou terreiros de Umbanda aquilo que suas mentes acham a respeito da figura de  Exu! E muitos são os que externam em suas manifestações mediúnicas aquilo que carregam dentro de si, atravessando na  maioria das vezes a vontade do espírito que se manifesta no intuito de fazer crer que realmente está incorporado. Tais práticas nos mostram diariamente em algumas manifestações “aberrações” não  permitindo que a figura do guardião se manifeste realmente como ele é.
Com o espetáculo de exagero que vemos em alguns médiuns a imagem da Umbanda cada vez mais se torna ofuscada perante aqueles que ainda não a conhecem em sua essência sagrada dando aberturas assim às diversas criticas que encontramos referenciando nossa imagem a demônios, bruxos, obsessores fazendo por responsabilidade de determinados médiuns desconhecida a real finalidade de nosso trabalho nos centros.
Exu de lei como assim tomo a liberdade para designar nossa classe de servidores, atuam não somente dentro de centros de Umbanda, mas também nas casas tidas como Kardecistas, repartições publicas, ruas, bairros, cidades, estados e em toda a parte que energeticamente se necessite manter a ordem e o equilíbrio (N.B.: inclusive, nas IGREJAS EVANGÉLICAS). Em um centro agimos como guardas que zelam pelo equilíbrio energético do mesmo, de seus médiuns e freqüentadores, impedindo espíritos desequilibrados de adentrarem o mesmo e criarem a desordem. Tambématuamos na organização das caravanas que seguem nestas casas de espíritos em tratamento, tanto no horário de atendimento dos encarnados como quando as mesmas se encontram fechadas somente aos olhos humanos.
Nas ruas temos grupos divididos em responsabilidade orientada por um Guardião Maioral que comanda toda uma região e em cada posto aquele que assume de acordo com o seu grau de responsabilidade e preparo a guarda energética do mesmo. Ainda nos dividimos em grupos de resgates de espíritos e desequilíbrios diversos que se encontram não somente no plano de ação humano, mas também em campos de baixa vibração.
Compomos a guarda do astral e não nos vendemos ou impressionamos com bebidas, charutos e demais elementos que tem sua função concentradora de energia para determinados fins, vale lembrar que manuseamos estas mesmas energias no plano astral com ou sem o elemento e também muitas vezes os mesmos são utilizados para ”aqueles” que precisam ver para crer.
Nossa guarda se estende para hospitais, escolas, prisões e também aonde se usa a batina e a hóstia como culto ao Rabi da Galiléia. Muitos nos ignoram, julgam e outros até evitam falar de nós, mas o que todos se esquecem de é que sem guarda fica difícil manter o
equilíbrio em certas situações.
É preciso conhecer para se respeitar!
É preciso abrir a mente e os olhos do espírito para ver o que esta acontecendo a sua volta, não estamos em um parque de diversões, estamos em um planeta em fase de evolução constante e competido por forças tanto da luz, quanto das trevas.
O preconceito e a falta de informação são um câncer que nos devora gradativamente, é preciso refletir e acima de tudo abrir sua mente.
Aos médiuns invigilantes, cada um a seu tempo colhe o que plantou.
Aos desinformados a oportunidade é vindoura!
Assim caminha a humanidade rumo a luz, e nós guardamos sempre  este caminhar!
Saudando as forças de todos! Saudando o Criador e todos os seus emissários do bem!
Na guarda da luz!

                                                         Salve Seu Sete Encruzilhadas
                                                   Meu companheiro de longas jornadas
                                                       Salve Todos os meus irmãos de Lei

                                      EXU SETE ENCRUZILHADAS  ( História )


Sendo um exu trabalhador e com muita luz o senhor  Sete Encruzilhadas é um verdadeiro guerreiro que luta para difundir a  Umbanda e seus fundamentos.Segundo relatos,em sua última encarnação ele viveu no bairro de São Cristóvão, na cidade do  Rio de Janeiro.

 Desencarnou quando era muito jovem,aproximadamente  26 anos, vitima de um assalto,sendo espancado até a morte.Viveu um longo período de sofrimento  no Umbral,onde os sentimentos de vingança lhe dominavam a alma,tais sentimentos o atormentavam muito,quando foi socorrido por uma alma solidária e amiga, que aos poucos lhe mostrava novamente os caminhos do bem,da gratidão e do amor.

 Após uma fase de repouso do estado de prostração que sofreu,ele  começou pouco a pouco,a abrir seus olhos e enxergar a verdadeira estrada,cujo caminho tem uma longa escada que nos leva ao Pai.Quando recuperou-se um pouco, foi convidado por  Ricardo( Uma alma de muita luz), para trabalhar nas colheitas do bem

Ricardo é conhecido no mundo espiritual como: Exu Malandrinho do Cruzeiro das Almas,ele é o Chefe dos Exus que forma  a Equipe de Guardiões e Protetores do ” Templo Espiritualista Novo Amanhecer”.Com esse convite vieram as chances de se redimir e reparar os erros que havia cometido no passado.

 Paulo ( Exu 7 Encruzilhadas das Almas)  quando aceitou o convite de trabalhar ao lado dos demais espíritos de luz (Exus) ingressou na linha de trabalhadores de esquerda, com o nome de Exu Sete Encruzilhadas das Almas

                                         Valei-me meu amigo e Compadre de todas as horas e todos os momentos.


                                                             PAI JOSIMAR DA CAPADÓCIA

                                                                    Fevereiro de 2013

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A FRATERNIDADE ESPIRITUALISTA JORGE DA CAPADÓCIA DESEJA Á TODOS UM FELIZ NATAL E UM 2013 REPLETO DE BENÇÃOS.




UM CONTO DE NATAL

(*) Sueli Meirelles




Naquela noite especial de 25 de Dezembro, naquele bairro simples, de uma pequena cidade de região metropolitana, os moradores estavam reunidos, cada grupo de fiéis, dentro do templo de sua Tradição Religiosa. No mesmo bairro havia Templos de Candomblé, Umbanda, Católicos, Espíritas e Evangélicos, e todos, cada um do seu próprio modo, e como não poderia deixar de ser, elevavam seus pensamentos ao Amado Aniversariante, pedindo-Lhe algum tipo de presente ou alívio para os sofrimentos.
 E atendendo ao apelo de tantos corações, uma Luz se fez no Céu, descendo em direção àquele ponto do Planeta, e mais uma vez, o Verbo se fez carne, pousando seus pés na calçada, bem na esquina de uma das ruas do bairro simples. Também revestido da máxima simplicidade, com sua túnica branca e sandálias de Pescador de Almas, Jesus, o Anjo da Síntese, caminhou até o Templo do Candomblé, e a sua entrada, todo o espaço se preencheu com a luz do seu coração, a princípio assustando aqueles que ali se encontravam e esfregavam seus olhos, sem acreditarem na visão pela qual estavam tomados. E assim aturdidos, traziam nesse olhar de espanto a pergunta que seus lábios silenciavam, temerosos de quebrarem o encanto de momento tão sublime: _ Mestre, por que Tu vieste nos ver, nesta noite tão especial do Teu Aniversário, se não somos dignos da Tua Presença? Ao que Ele respondeu:
_”Atendi aos vossos pedidos, porque neste momento de tanto desequilíbrio no Planeta Terra, tendes a sabedoria de respeitar as forças da natureza, na qual conseguis ver a Obra de Meu Pai que está nos Céus.Tendes o Dom de compreender o prazer de pertencerdes a esta mesma Natureza que tantos têm maltratado. Mas também vim vos pedir um presente: Ide e compartilhai estes conhecimentos com vossos irmãos de outras Tradições Religiosas...” E a partir daquele momento, aquelas pessoas não foram mais as mesmas. Seus corações, tocados pelo Amor Divino, resplandeciam com a Luz da Sublime Presença.
E assim como havia entrado, o Divino Mestre flutuou em direção à porta de saída, atravessando a rua, e suavemente seguindo em direção ao Templo Evangélico, logo ali a frente. A sua entrada, todo o espaço se preencheu com a Luz do Seu Coração, a princípio assustando aqueles que ali se encontravam e esfregavam os olhos, sem acreditarem na visão pela qual estavam tomados. E assim aturdidos, traziam nesse olhar de espanto a pergunta que seus lábios silenciavam, temerosos de quebrarem o encanto de momento tão sublime: Mestre, por que Tu vieste nos ver, nesta noite tão especial do Teu Aniversário, se não somos dignos da Tua Presença? Ao que Ele respondeu:
_”Atendi aos vossos pedidos, porque neste momento de tanto desequilíbrio no Planeta Terra, tendes a Sabedoria da amorosidade com que acolhes aqueles que me aceitam e os chamas de irmãos e irmãs, independente das diferenças de raça, classe social, econômica ou cultural. Tendes o Dom da Graça, do Perdão e do acolhimento de vossos semelhantes. Mas também vim vos pedir um presente: Ide e compartilhai estes conhecimentos com vossos irmãos de outras Tradições Religiosas...” E a partir daquele momento, aquelas pessoas não foram mais as mesmas. Seus corações, tocados pelo Amor Divino, resplandeciam com a Luz da Sublime Presença.
E assim como havia entrado, O Divino Mestre flutuou em direção à porta de saída, seguindo por mais algumas ruas, até o Templo de Umbanda. A sua entrada, todo o espaço se preencheu com a Luz do Seu Coração a princípio assustando aqueles que ali se encontravam e esfregavam os olhos, sem acreditarem na visão pela qual estavam tomados. E assim aturdidos, traziam nesse olhar de espanto a pergunta que seus lábios silenciavam, temerosos de quebrarem o encanto de momento tão sublime: Mestre, por que Tu vieste nos ver, nesta noite tão especial do Teu Aniversário, se não somos dignos da Tua Presença? Ao que Ele respondeu:
_”Atendi aos vossos pedidos, porque neste momento de tanto desequilíbrio no Planeta Terra, tendes a Sabedoria da Humildade e Obediência ao Plano Espiritual. Mas também vim vos pedir um presente: Ide e compartilhai esses conhecimentos com vossos irmãos de outras Tradições Religiosas...” E a partir daquele momento, aquelas pessoas não foram mais as mesmas. Seus corações, tocados pelo Amor Divino, resplandeciam com a Luz da Sublime Presença.
E assim como havia entrado, o Divino Mestre flutuou levemente em direção à porta de saída, chegando ao Templo Católico. A sua entrada, todo o espaço se preencheu com a Luz do Seu Coração, a princípio assustando aqueles que ali se encontravam e esfregavam os olhos, sem acreditarem na visão pela qual estavam tomados. E assim aturdidos, traziam nesse olhar de espanto a pergunta que seus lábios silenciavam, temerosos de quebrarem o encanto de momento tão sublime: Mestre, por que Tu vieste nos ver, nesta noite tão especial do Teu Aniversário, se não somos dignos da Tua Presença? Ao que Ele respondeu:
_”Atendi aos vossos pedidos, porque neste momento de tanto desequilíbrio no Planeta Terra, tendes a Sabedoria da ajuda concreta e efetiva aos mais necessitados. Mas também vim vos pedir um presente: Ide e compartilhai esses conhecimentos com vossos irmãos de outras Tradições Religiosas...” E a partir daquele momento, aquelas pessoas não foram mais as mesmas. Seus corações, tocados pelo Amor Divino, resplandeciam com a Luz da Sublime Presença.
E assim como havia entrado, o Divino Mestre flutuou levemente em direção à porta de saída, seguindo até a próxima esquina e chegando ao Templo Espírita. A sua entrada, todo o espaço se preencheu com a Luz do Seu Coração, a princípio assustando aqueles que ali se encontravam e esfregavam os olhos, sem acreditarem na visão pela qual estavam tomados. E assim aturdidos, traziam nesse olhar de espanto a pergunta que seus lábios silenciavam, temerosos de quebrarem o encanto de momento tão sublime: Mestre, por que Tu vieste nos ver, nesta noite tão especial do Teu Aniversário, se não somos dignos da Tua Presença? Ao que Ele respondeu:
Atendi aos vossos pedidos, porque neste momento de tanto desequilíbrio no Planeta Terra, tendes a Sabedoria da compreensão racional das Leis Espirituais. Mas também vim vos pedir um presente: Ide e compartilhai esses conhecimentos com vossos irmãos de outras Tradições Religiosas... E a partir daquele momento, aquelas pessoas não foram mais as mesmas. Seus corações, tocados pelo Amor Divino, resplandeciam com a Luz da Sublime Presença.
E em cada Templo que o Divino Mestre Visitara, as pessoas ficaram magnetizadas por uma grande Força Amorosa, que as impulsionava em direção às ruas. Algumas indagavam: _ Para onde Ele foi? Em qual Templo Ele entrou? Onde Ele está agora? Estará no Templo do Candomblé? Estará no Templo Católico? No Templo da Umbanda? Estará no Templo Espírita? Ou no Evangélico? E todas começaram a se visitar, descobrindo, com grande surpresa, que na noite do Seu Aniversário, o Divino Mestre havia visitado todas aquelas pessoas que a Ele haviam elevado seus pensamentos com pureza de coração. Elas descobriram que estas, igualmente, haviam sido tocadas pelo Amor Incondicional do Mestre Jesus, que a todos atende, sem preconceitos ou discriminações de credo. E compartilhando entre si as experiências do Sublime Encontro, descobriram que todas eram muito semelhantes em sua essência, embora diferentes nas formas, porque assim é a humanidade em sua diversidade de expressão religiosa. Como um súbito clarão em suas mentes, esta compreensão dissolveu séculos de barreiras sectárias entre elas, e chorando e rindo de alegria ao mesmo tempo, elas se abraçaram fraternalmente, ainda se perguntando para onde o Mestre havia ido.
Tornando-se visível àqueles que agora tinham olhos de ver e ouvidos de ouvir, o Divino Mestre pairava sobre todas aquelas pessoas, abençoando amorosamente a multidão irmanada, que depois de mais de dois mil anos, havia compreendido os seus ensinamentos e encontrado a Paz tão desejada. Finalmente, a Babilônia da separatividade havia sido vencida e a Nova Jerusalém descera sobre a Terra... Sorrindo suavemente, o Mestre falou às suas mentes despertas:
_ “Bem-aventurados sois vós, simples de coração. Bem-Aventurados sóis vós pela vossa compaixão. Bem-aventurados sóis vós, construtores de União. Este é, e sempre será o meu melhor Presente de Aniversário...”.

     BOM NATAL Á TODOS, INDEPENDENTEMENTE DA SUA RELIGIÃO, POIS A UMBANDA É AMOR.

                                                         UM 2013 COM MUITO AXÉ !

                                                               PAI JOSIMAR DA CAPADÓCIA
                                                                       
                                                                               
                                                                       

sábado, 3 de novembro de 2012

HOMENAGEM Á OXUM





  • Oxum é o AMOR PURO
É a Mãe da água doce, Rainha das cachoeiras, Deusa da candura e da meiguice. Orixá da prosperidade e da riqueza interior, ela é a manifestação do Amor. O amor puro, real, maduro, solidificado, sensível e incondicional, por isso é associada à maternidade e ligada ao desenvolvimento da criança ainda no ventre da mãe, da mesma maneira que Yemanjá.
Oxum é o amor, é a capacidade de sentir amor. A partir desse amor é que se dá a origem, às Agregações e, consequentemente, origina a concepção das coisas.
  • Oxum é o ELO QUE UNE e AGREGA
Ela é o elo que une os Seres sob uma mesma crença, trazendo a união espiritual.
É o elo que une dois Seres sob o mesmo amor, agregando-os e gerando à concepção de uma nova vida.
Ela é quem agrega os bens materiais que torna um ser rico, portanto, é conhecida como Orixá da Riqueza, Senhora do Ouro e das Pedras Preciosas.
  • Oxum é quem FECUNDA, GERA e CUIDA
É Oxum quem gera o nascimento de novas vidas que estarão no período de gestação numa bolsa de água – como ela, Oxum, rainha das águas. A regência mais fascinante de Oxum é, sem duvida,  o processo de fecundação, na multiplicação da célula mater.É, sem dúvida alguma, das regências mais fascinantes, pois é o início, a formação da vida. É Oxum que “tomará conta” até o nascimento, quando, então, entrega à Yemanjá, que será responsável pelo destino daquela criança.
  • Oxum é MÃE DAS CRIANÇAS
Oxum não vê defeitos nos seus filhos, são verdadeiras jóias, e ela só consegue ver o seu brilho. É por isso que Oxum é a mãe das crianças, seres inocentes e sem maldade, zelando por elas desde o ventre até que adquiram a sua independência. Os seus filhos, melhor, as suas jóias, são a sua maior riqueza.
  • Oxum “tem” PERSONALIDADE MARCANTE
De menina-moça faceira, passando pela mulher irresistível até a senhora protetora, Oxum é sempre dona de uma personalidade forte, que não aceita ser colocada em segundo plano, afirmando-se em todas as circunstâncias da vida.
Como acontece com as águas, nunca se pode prever o estado em que encontraremos Oxum; como também  não podemos segurá-la em nossas mãos. Assim, Oxum é o ardil feminino, considerada a deusa do amor, a Vênus africana.
  • Oxum é o próprio sentido da FELICIDADE
O casamento, o ventre, a fecundidade e as crianças são de Oxum, assim como, por consequência, a FELICIDADE.

Oxum está em tudo, pois, se amamos algo ou alguém é por que

Ela está dentro de nós.




Características das Filhas e Filhos de Oxum

As filhas de Oxum dão muito valor à opinião pública, fazem qualquer coisa para não chocá-la, preferindo contornar as suas diferenças com habilidade e diplomacia.
Oxum é o arquétipo daqueles que agem com estratégia, que jamais esquecem as suas finalidades, atrás da sua imagem doce esconde-se uma forte determinação e um grande desejo de ascensão social.
Têm uma certa tendência para engordar, a imagem da gordinha risonha e bem-humorada combina com elas. Gostam de festas, vida social e de outros prazeres que a vida lhes possa oferecer. Tendem a uma vida sexual intensa, mas com muita discrição, pois detestam escândalos.
Não se desesperam por paixões impossíveis, por mais que gostem de uma pessoa, o seu amor-próprio é muito maior. Elas são narcisistas demais para gostar muito de alguém.
Graça, vaidade, elegância, uma certa preguiça, charme e beleza definem as filhas de Oxum, que gostam de jóias, perfumes, roupas vistosas e de tudo que é bom e caro.
Verger define: O arquétipo de Oxum é o das mulheres mais graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras.
O lado espiritual das filhos de Oxum é bastante aguçado. Talvez por isso, algumas das maiores Yalorixás da história do Candomblé, tenham sido ou sejam de Oxum.

                                                  Meu Saravá á todos os irmãos de fé.

                                                       Meu Axé á todos !


                                                  Pai  Josimar  da  Capadócia









sábado, 22 de setembro de 2012

CAPADÓCIA - 30 ANOS





AO COMPLETAR 30 ANOS DE HISTÓRIA, A FRATERNIDADE ESPIRITUALISTA JORGE DA CAPADÓCIA NÃO PODERIA DEIXAR DE PRESTAR A SUA HOMENAGEM AOS IRMÃOS QUE MOTIVADOS PELA FÉ E AMOR AO PRÓXIMO,JUNTAMENTE COM SEU DIRETOR FUNDADOR: JOSIMAR FRACASSI, DECIDIRAM NO DIA 25 DE SETEMBRO DO ANO DE 1982 FUNDAREM  ESSA INSTITUIÇÃO RELIGIOSA

SERGIO  MORAES   -   PRESIDENTE
MARIA INÊS CARDOSO   -   SECRETÁRIA
ALCIDES TISSATO   -   SECRETÁRIO (IM MEMORIAM)
ANGELINA TISSATO MORAES   -   SECRETÁRIA (IM MEMORIAM)
MARINA HERNANDES MENDONÇA   -   TESOUREIRA (IM MEMORIAM)

MUITOS SE ENCONTRAM ENTRE NÓS, O QUE NOS TRAZ MUITA FELICIDADE, MAS REVERENCIAMOS PRINCIPALMENTE OS NOSSOS AGRADECIMENTOS  AQUELES IRMÃOS QUE JÁ PARTIRAM PARA A ESPIRITUALIDADE, DEIXANDO LINDAS LEMBRANÇAS DE MOMENTOS INESQUECÍVEIS.

PARABÉNS CAPADÓCIA, MUITA LUZ E QUE MUITOS OUTROS ANOS VENHAM COM SUCESSO, ESPIRITUALIDADE E COM O RESPEITO SEMPRE DEDICADO AO PRÓXIMO.

PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 25 DE SETEMBRO DE 2012.

JOSIMAR FRACASSI

sábado, 4 de agosto de 2012

Novo consultório da Fraternidade Espiritualista Jorge da Capadócia

A FRATERNIDADE ESPIRITUALISTA JORGE DA CAPADÓCIA, PENSANDO EM MELHOR ATENDER OS SEUS CLIENTES, AMIGOS E ADEPTOS ABRE CONSULTÓRIO ESPIRITUAL NO CENTRO DE PORTO ALEGRE -RS.
AV. JÚLIO DE CASTILHOS 352 SALA 204  CENTRO - FONE 51  85248667
ATENDIMENTO DIARIAMENTE DAS 14:00 ÁS 19:00 HORAS, OU EM OUTROS HORÁRIOS COM HORA MARCADA POR TELEFONE.
PAI JOSIMAR DA CAPADÓCIA, 30 ANOS DE EXPERIÊNCIA Á SUA DISPOSIÇÃO.








SEJAM TODOS BEM VINDOS !