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quinta-feira, 7 de março de 2013

IBEJÍ - COSME E DAMIÃO , Crianças da Umbanda



Ibejí ou Ibejís são os Orixás africanos que protegem as crianças. Foram sincretizados a São Cosme e São Damião, são conhecidos na Umbanda como os Orixás de amor e alegria.
Os santos católicos viveram no oriente e também foram perseguidos por Diocleciano. Historicamente pouco se sabe sobre eles, sabe-se que eram gêmeos e foram médicos.
Em grego eram chamados de “anargiros”, isto é, sem dinheiro. Isso porque não cobravam por seus préstimos e curavam não somente os homens, mas também os animais e pouco se sabe sobre a morte de ambos.
Os espíritos trabalhadores sobre a influência de Ibejí, apresentam-se normalmente sob a forma de crianças ou espíritos de crianças, porém espíritos não têm idade, apresentam-se dessa forma de modo a facilitar a comunicação com as nossas crianças. Esses espíritos puros trazem a cura para as doenças e amparam todas as crianças enquanto elas manterem a inocência.
Seus domínios são os parques, jardins e grandes gramados. Sua cor é o rosa, os espíritos que trabalham sob a irradiação de Ibejí são espíritos de grande força espiritual. 
Não devemos julgá-los fracos devido à forma como se apresentam, ou seja, como crianças, depois de Oxalá são os únicos que dominam totalmente a magia.
Nas obrigações a Ibejí, são utilizadas velas cor de rosa, flores com tonalidade rosa e sem os espinhos ou ainda brancas. Também são usados doces como as cocadas, balas, pirulitos, fatias de bolo, etc. A bebida é a água pura ou então misturada com mel e mais recentemente são utilizados refrigerantes como o guaraná.



Ibejí, São Cosme e São Damião são trabalhadores da linha de Oxalá e pertencem a uma de suas falanges. A eles podemos pedir proteção contra demandas e malefícios; pedir principalmente proteção para nossas crianças, principalmente as enfermas. 
Ao pedir ajuda a linha de Ibejí, faça-o com o coração isento de mágoas e amarguras. Por serem extremamente positivos, afastam-se das pessoas interesseiras, com pensamentos negativos e egoístas.
São raros os filhos de Ibejí, por não suportarem sentimentos negativos, escolhem a dedo os seus filhos, na realidade preferem ficar perto das crianças, enquanto manterem a inocência. 
São poderosos aliados das forças do bem, nada maligno consegue resistir a eles. No mês de Setembro de todos os anos, os terreiros preparam grandes festas em sua homenagem, procurando desta forma devolver a eles a proteção e o carinho que nos dispensam, principalmente aos nossos filhos e as pessoas doentes.
Cor ....................... Rosa e Azul
Domínios ............... Parques e jardins
Atuação ................ Contra doenças e feitiços
Saudação .............. Salve
Elemento ...............Terra

Meu Axé á todos os irmãos

Pai Josimar da Capadócia





terça-feira, 5 de março de 2013

MAGIA CIGANA - Compreenda a diferença entre Ciganos de Umbanda e Exús Giganos





Muito se ouve falar que a linha de Cigano faz parte da Linha de Exu, que os Ciganos são entidades ainda em evolução tentando ingressar na Linha de Exu, que Pombo Gira Cigana ou Ciganinha foram as únicas Entidades Ciganas que evoluíram e ingressaram na Linha de Exu.
 Essa falta de entendimento que é na realidade uma simples dedução, faz com que muitos terreiros não deixem os médiuns trabalharem com essa linha. Chegam a dizer que são entidades sem luz.
 Vim tentar explicar um pouco como trabalha e como é a Linha de Ciganos.
 Os Ciganos são Entidades "livres". Não se faz "firmezas" ou "assentamentos" para Ciganos dentro da "casa de Exu" ou em qualquer lugar do terreiro. Quem diz que tem seu Cigano "preso" no Terreiro não passa de um mentiroso, ele tem é obsessor "preso."
Onde já se viu firmar Cigano como Guardião?
Cigano trabalha em todos os "lugares", são livres para trabalhar e precisam dessa liberdade para sua evolução, pois é dando corda que se enforca uma pessoa. E assim também se faz com desencarnado.
Não estou dizendo que não possa ter elementos de Ciganos dentro do Terreiro, até porque muitos médiuns precisam de um ponto de fixação para poder entrar em sintonia com seus guias.
Os Ciganos não trabalham a serviço de um Orixá específico por isso não são guardiões de um terreiro. Essa linha trabalha em paralelo e conjugada com as demais, onde o seu compromisso primeiro é com a caridade e não com nenhuma outra linha específica. Os Ciganos são protetores e não guardiões. Podem trabalhar dentro da linha de Exu porém sem função de chefia e de guarda. Já os Exus Ciganos e Pombo Giras Ciganas são exus e pombo giras como outros quaisquer exercendo todas as funções que qualquer exu e pombo gira exercem. Em resumo: cigano é uma coisa, exu cigano é outra. Eles têm funções diferentes, embora a mesma origem cigana.
Os Ciganos se manifestam nos terreiros de Umbanda, justamente por Ela ser uma religião aberta e dar liberdade para qualquer linha de trabalho que venha fazer Caridade.
Por serem muito alegres,  os médiuns começaram a se fascinar, e ter excesso de culto por essa Linha. Aí começaram as vaidades, as roupas enfeitadas, bebidas, fumos, danças, firmezas, assentamentos, jogos em casa ou até mesmo no terreiro, e assim, infelizmente, muitos espíritos que ainda estavam em "desenvolvimento" para ingressar nessa Linha se perderam junto com os médiuns, e hoje podemos ver os absurdos que são feitos usando o nome de entidades de luz.
O mundo está cheio de charlatão, o pior, é que as pessoas na hora do desespero pagam o que for necessário para saber como anda sua vida, como anda seu marido, como anda seu trabalho e coisas desse tipo.
Não se pode pagar pelas graças recebidas, pois tudo o que fazemos é apenas mexer com a fé e a determinação de cada um e mostrar que todos são capazes de conseguir o que querem, claro, dentro do merecimento de cada um.
Basta saber que um pedacinho de papel, metal ou outro elemento foi irradiado por uma entidade, que vocês usam isso como um talismã e lembram de agradecer e acabam entrando em sintonia com Espíritos de Luz, a assim lembram de suas metas e lutam por elas.


Os Ciganos trabalham com os quatro elementos da natureza: terra, água, ar e fogo.
O Elemento Terra
Eles distinguem cada pedra e têm o conhecimento sobre elas, e assim manipulam o elemento terra. Cada pedra tem um porque de ser usada e uma necessidade. Quando é pedido para que passem a pedra em alguma parte do seu corpo ou para que a segurem, vocês estão se descarregando ou até mesmo se energizando, depende do trabalho que está sendo realizado. É na terra que se encontra firmeza para enfrentar a vida, resgatar karma e continuar o caminhar.
O Elemento Água
Podem utilizar copos ou taças com água. Através da água conseguem ver se não há maldade no que esta sendo pedido. Enxergam se há pureza no coração de cada um, pois a água serve de espelho, espelho esse que reflete o que tem dentro de cada um de vocês.
Conseguem ver com clareza o que foi feito por cada um e o por que de estarem colhendo o que não querem colher.
Os Elementos Ar e Fogo
Podem utilizar o cigarro e com ele estar manipulando dois elementos, o ar e o fogo. O fogo muitas vezes é usado para queimar invejas, miasmas, larvas e cascões astrais.
A fumaça quando é direcionada ao consulente serve para envolvê-lo numa cortina para que naquele momento os obsessores sejam confundidos e tenham a visão obnubilada e fiquem desorientados, procurando o consulente. Assim torna-se mais fácil ao sistema de defesa da Casa (através dos guardiões) resgatá-los e afastá-los.
Nem sempre esses elementos são usados de uma só vez, e quero deixar bem claro que não precisamos diretamente dos mesmos, podemos plasmá-los perfeitamente usando o ectoplasma do médium.
Para um Cigano poder trabalhar em prol da caridade não é necessário um baralho, uma taça de vinho, ou qualquer outro elemento. Isso é mito. Eles podem usar e usam elementos da natureza em alguns trabalhos, entretanto, quando estão incorporados nos médiuns, a energia de trabalho e o próprio corpo do médium limitam a visão e o campo de ação da entidade.
Querem saber como trabalham e como são?
Muitas histórias são contadas, muitas histórias são ouvidas, mas nem tudo que é falado é verdade.
Vão para o terreiro, entrem em sintonia “com o plano espiritual”, limpem-se de suas próprias línguas e trabalhem em prol da caridade. Ajudem no que for preciso e busquem andar corretamente, quem sabe um dia vocês obtenham alguma resposta?
Lembrem sempre, que todas as entidades são iguais, trabalham juntas em um único objetivo, a Caridade.
Por que vocês encarnados querem ser melhores do que os outros, querem trabalhar sozinhos e levar vantagens com isso?
Existe uma palavrinha mágica que se chama humildade, e muitos de vocês estão esquecendo-se de abaixar a cabeça na hora e no momento certo e pedir perdão por ter se achado o dono da verdade.
Parem e pensem: a árvore para dar frutos e sombra precisa da água para germinar a terra, da terra para poder se fixar, ter um porto seguro e poder ter vida, do vento para espalhar suas sementes e assim formar uma mata, do calor do sol para o crescimento das sementes.
Agora vou mostrar como isso funciona dentro de um terreiro de Umbanda.
O médium precisa de um(a) dirigente espiritual para ajudá-lo a se desenvolver, do terreiro como um porto seguro para incorporar as entidades, de estar harmonizado com o alto para expandir a caridade, de estar equilibrado para doar energia e poder ajudar uma pessoa necessitada.
Estou falando de pessoas sérias e não de charlatães, então não sejam prepotentes, achando que sozinhos fazem Umbanda, pois por mais bem intencionados que estejam hoje, amanhã irão certamente transformarem-se em um, se deixarem-se envolver pela vaidade e prepotência de trabalharem sozinhos!
Entenderam porque não podem inventar altares, montar em suas casas, “mesinhas” para jogar baralhos, rúnas ou o que for, em nome do povo cigano? Se não, pergunto ainda:
Para onde vão as cargas, os miasmas, as larvas e cascões astrais retirados dos seus consulentes? Para o ralo do seu banheiro? Se as entidades não trabalham sozinhos, porque vocês insistem em trabalhar sozinhos? Querem ser “chefes de terreiro”? Vaidade, prepotência ou ignorância?
Não tenham excesso de culto por nenhuma entidade, isso prejudica vocês mesmos e a nós, gerando fascinação de ambos os lados, pois vocês ficam tão viciados por oferendas que só nos escutam se estiverem oferendando alguma coisa, aí para sermos escutados começamos a pedir oferendas. Assim ambos nos perdemos.
Tudo em excesso pode ser destruidor.
Se há amor em excesso, há ciúmes e possessão,
Se há ódio, há morte,
Se há fascinação, há vaidade,
Se há alegria em excesso, há inveja,
Se há tristeza em excesso, há depressão,
Se há culto em excesso, há fanatismo.
É preciso que tudo na vida esteja bem equilibrado, e o equilíbrio tem um nome que se chama Umbanda. Umbanda é a paz interior, é fazer caridade ao desconhecido, é o amor pela vida e pelo o próximo. Umbanda é luz, vida e amor.
Laroyê!


                                                              Meu Axé á todos os irmãos de Lei.

                                                                   Pai Josimar da Capadócia

CIGANOS DA UMBANDA





O Povo Cigano na Umbanda

São entidades que há muito tempo trabalham na Umbanda, mas normalmente se manifestam sob domínio da linha do oriente, entre outras. Isso é possível pelo fato da energia de trabalho ser a mesma, o que muda é a forma de manipular os fluídos, uma vez que os ciganos usam uma relação material, energética, elementar e natural, assim como o povo da esquerda, enquanto que o povo do Oriente manipula esses elementos através de seu magnetismo espiritual.

Sempre se faz necessário deixar claro que uma coisa é ‘Magia do Povo Cigano’, ou ‘Magia Cigana’, e outra coisa bem diferente são as Entidades de Umbanda que se manifestam nesta linha de trabalho. Existe uma pequena semelhança somente no poder da Magia, mas suas atuações são bem diferentes pois as Entidades de Umbanda trabalham sob domínio da Lei e dos Orixás, conhecem Magia como ninguém e, principalmente, não vendem soluções ou adivinhações.

Entre as legiões de Ciganos os nomes mais conhecidos são: Cigano Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros. Da mesma forma temos as ciganas, como: Esmeralda, Carmem, Salomé, Carmencita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita e muitas outras também.

Os espíritos que se manifestam como Ciganos na Umbanda não trabalham a serviço do mal ou para resolver nossos problemas a qualquer custo, mas é importante saber que eles dominam a MAGIA e preservam a LIBERDADE e ,tanto quanto em qualquer outra linha de trabalho da Umbanda, teremos aqueles espíritos que não agem dentro do contexto da Lei, os chamados ‘quiumbas’, que se encontram espalhados pela escuridão e a serviço das Trevas. Portanto, é imprescindível o bom nível espiritual do médium para trabalhar com essa linha para que não atraia esses tipos de espíritos pela Lei da Afinidade.Os Ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada Cigano tem sua cor de vibração no plano espiritual e uma outra cor de identificação. Uma das cores, a de vinculação vibracional, raramente se torna conhecida mas a de trabalho deve sempre ser conhecida para prática votiva das velas, roupas, etc.

É muito comum os Ciganos usarem em seus trabalhos moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos, folha de tabaco, tacho de cobre, de alumínio, cestas de vime, pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes, baralho, espelho, dados, moedas, medalhas e até as próprias saias das ciganas, que são sempre muito coloridas, como grandes instrumentos magísticos de trabalho.

Os Ciganos são dotados de uma sabedoria esplendorosa, trabalham com lindos encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios mistérios, escolhendo datas certas em dias especiais sob a regência das diversas fases da Lua.

Gostam muito de festas e todas elas devem acontecer com bastante música, dança, frutas, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, com jarras de vinho tinto com um pouco de mel e ainda podemos fatiar pães do tipo broa, passando em um de seus lados molho de tomate com algumas pitadas de sal ou mel. Não podemos esquecer: flores silvestres, muitas rosas, velas de todas as cores e, se possível, incenso de lótus.

Adoram fogueiras onde dançam e cantam a noite toda, aproveitando do poder das salamandras para consumir todo o negativismo e acender a chama interna de cada Ser.

Os Ciganos têm em Santa Sara Kali as orientações necessárias para o bom andamento das missões espirituais.

Salve o Povo Cigano!


Símbolos Ciganos

TAÇA – simboliza união e receptividade. Qualquer líquido cabe nela e adquire sua forma. Tanto que, no casamento cigano, os noivos tomam vinho em uma única taça, que representa valor e comunhão eterna.
CHAVE – simboliza as soluções. É usada para atrair boas soluções de problemas. O símbolo da chave, quando em trabalho, costuma atrair sucesso e riquezas.
ÂNCORA – simboliza segurança. É usado para trazer segurança e equilíbrio no plano físico, financeiro e para se livrar de perdas materiais.
FERRADURA – simboliza energia e sorte. É usado para atrair energia positiva e boa sorte. A ferradura representa o esforço e o trabalho. Os ciganos têm a ferradura como poderoso talismã, que atrai a boa sorte, a fortuna e afasta a má sorte.
LUA – simboliza a magia e os mistérios. A lua é usada geralmente pelas ciganas para atrair percepção, o poder feminino, a cura e o exorcismo, atentando-se sempre para as fases: nova, crescente, cheia e minguante. A lua cheia é o maior elo de ligação com o sagrado, sendo chamada de madrinha. As grandes festas sempre acontecem nas noites de lua cheia.
MOEDA – simboliza proteção e prosperidade. É usada contra energias negativas e para atrair dinheiro. A moeda é associada ao equilíbrio e à justiça e relacionada às riquezas materiais e espirituais, que são representadas pela cara e coroa. Para os ciganos, cara é o ouro físico, e coroa, o espiritual.
PUNHAL – simboliza a força, o poder, vitória e superação. É muito usado nos rituais de magia, tem o poder de transmutar energias. Os ciganos também usavam o punhal para abrir matas, sendo então, um dos grandes símbolos de superação e pioneirismo, além da roda. O punhal também é usado nas cerimônias ciganas de noivado e casamento, onde é feito um corte nos pulsos dos noivos e em seguida os pulsos são amarrados em um lenço vermelho, representando a união de duas vidas em uma só.
TREVO – simboliza a boa sorte. É o símbolo mais tradicional de boa sorte, traz felicidade e fortuna. É raro encontrar um trevo de quatro folhas na natureza, mas quando se encontra pode-se esperar sempre prosperidade.
RODA – simboliza o ciclo da vida. A Samsara representa o ir e vir, o circular, o passar por diversos estados, o ciclo da vida, morte e renascimento. É usada para atrair a grande consciência, a evolução, o equilíbrio, é o grande símbolo cigano e é representado pela roda dos vurdón que gira. Samsara (sânscrito) – Literalmente significa “viajando”, o ciclo de existências, uma sucessão de renascimentos que um ser segue através de vários modos de existências até que alcance a liberação. Vurdón (romanês ou romani – dialeto cigano) significa “carroção”.
CORUJA – simboliza “o ver totalmente”. É usado para ampliar a percepção com a sabedoria possibilitando ver a totalidade: o consciente e o inconsciente.


Oração a Santa Sara

Santa Sara, minha protetora, cubra-me com seu manto celestial. Afaste as negatividades que porventura estejam querendo me atingir. Senhora, protetora dos Ciganos, sempre que estivermos nas estradas do mundo proteja-nos e ilumine nossas caminhadas.
Santa Sara, pela força das águas, pela força da Mãe-Natureza, esteja sempre ao nosso lado com seus mistérios. Nós, filhos dos ventos, das estrelas, da lua cheia e do Pai, só pedimos a sua proteção contra os inimigos.
Ilumine nossas vidas com seu poder celestial, para que tenhamos um presente e um futuro tão brilhantes, como são os brilhos dos cristais. Ajude os necessitados, dê luz para os que vivem na escuridão, saúde para os que estão enfermos, arrependimento para os culpados e paz para os intranquilos.
Santa Sara, que o seu raio de paz, de saúde e de amor possa entrar em cada lar neste momento. Dê esperança de dias melhores para essa humanidade tão sofrida. Santa Sara milagrosa, protetora do Povo Cigano, abençoe a todos nós, que somos filhos do mesmo Deus.

Muito Axé a todos!

Pai Josimar da Capadócia


domingo, 24 de fevereiro de 2013

" PRETOS VELHOS " A sabedoria que vem das Senzalas !



Pai Antonio foi o primeiro preto-velho a se manifestar na Religião de Um­banda em seu médium Zélio Fer­nandino de Morais onde se esta­be­leceu a Tenda Nossa Senhora da Pie­dade. Assim, ele abriu esta “linha” pa­ra nossa religião, introduzindo o uso do cachimbo, guias e o culto aos Orixás.



O “Preto-velho” está ligado à cul­tura religiosa Afro Brasileira em geral e à Umbanda de forma especí­fica, pois den­tro da Religião Umban­dista este termo identifica um dos elementos for­madores de sua litur­gia, representa uma “linha de tra­balho”, uma “falange de espíritos”, to­do um grupo de mentores espi­ri­tuais que se apresentam como ne­gros anciões, ex-escravos, conhe­ce­­dores dos Orixás Africanos.



São trabalhadores da espiritua­lidade, com características próprias e cole­tivas, que valorizam o grupo em detri­mento do ego pessoal, ou seja, são simplesmente pretos e pretas velhas com Pai João e Vó Maria, por exem­plo.

Milha­res de Pais João e de Avós Maria, o que mostra um trabalho desper­sonalizado do elemento indivi­dual valorizando o elemento coletivo identificado pelo ter­mo genérico “preto-velho”. Muitos até dizem “nem tão preto e nem tão velho” ainda assim “preto velho fulano de tal”.  A falta de informa­ção é a mãe do precon­ceito, e, no caso do “preto-ve­lho”, muitos que são leigos da cultura religiosa Umbandista ou de origem africana desconhecem  valor do “preto-velho” dentro das mes­mas.

Preto é Cor e Ne­gro é Raça, logo o ter­mo “preto-velho” tor­na-se caracte­rís­tico e com sentido ape­nas dentro de um con­texto, já que fora de tal contexto o termo de uso amplo e irres­trito seria “Negro Vel­ho”, “Negro An­cião” ou ainda “Ne­gro de idade avan­çada” para iden­ti­fi­car o ho­mem da ra­ça ne­gra que encon­tra-se já na “terceira idade” (a melhor ida­de). Por conta disso alguns sentem-se des­con­for­táveis em utilizar um ter­mo que à primeira vista pode parecer des­respei­toso ao citar um amável senhor negro, já com suas madeixas bran­cas, cachimbo e sorriso fácil, por trás do olhar de homem sofri­do, que na humildade da subju­gação forçada e escrava encontrou a liberdade do espí­rito sobre a alma, através da sabedoria vinda da Mãe África, na figura de nossos Orixás, vindo de encontro à imagem e resignação de nosso senhor Jesus Cristo.



Alguns preferem chamá-los ape­nas de “Pais Velhos” o que é bonito ao ressaltar a paternidade, mas ao mesmo tempo oculta a raça que no caso é motivo de orgulho. São eles que sou­be­ram passar por uma vida de escravidão com honra e nobreza de caráter, mais um motivo de or­gulho em se auto-afirmar “nêgo véio” e ex-escravo; talvez as­sim se man­tenham para que nunca nos esque­çamos que em qualquer situa­ção temos ainda opor­tunidade de evo­luir. Quanto mais adver­sa maior a oportu­nidade de dar o testemunho de nos­sa fé.



O “preto-ve­lho” é um ícone da Umban­da, resu­min­do em si boa parte da filosofia um­ban­dista. Assim, os es­pí­ritos desen­car­­nados de ex-es­cravos se iden­ti­fi­cam e muitos ou­tros que não foram escra­vos, nesta con­dição, as­sim se apre­sentam tam­bém em home­nagem a eles, por tê-los como Mes­tres no astral.





No imaginário po­pular, por falta de informação ou por má fé de al­guns formadores de opinião, a ima­gem do “preto-velho” pode estar asso­ciada por alguns a uma visão preconceituosa, há ainda os que se assustam “com estas coisas” pois não sabem que a Um­banda é uma religião e como tal tem a única proposta de nos religar a Deus, mani­festando o espírito para a caridade e de­senvol­vendo o senti­mento de amor ao pró­ximo.  Não existe uma Umbanda “boa” e uma Umbanda “ruim”, existe sim única e exclusi­vamente uma única Umbanda que faz o bem, caso con­trário não é Umbanda e assim é com os “Preto-velhos”, todos fazem o bem sem olhar a quem, caso con­trário não é de fato um “preto-velho”, pode ser alguém disfarçado de “velho-negro”, o “preto velho” tra­balha única e exclusivamente para a caridade es­piritual.



São espíritos que se apresentam des­ta forma e que sabem que em essência não temos raça nem cor, a cada encarnação, temos uma expe­riên­cia diferente. Os pretos velhos trazem consigo o “mistério ancião”, pois não bas­ta ter a forma de um velho, antes, precisam ser espíritos amadurecidos e reconhecidos como irmãos mais velhos na senda evo­lutiva.



Quanto menos valor se dá a for­ma, mais valor se dá à mensagem, e “preto-velho” fala devagar, bem bai­xinho; quando assim se pronun­cia, to­dos se aquietam para ouví-lo, parece-nos ouvir na língua Yorubá a pa­la­vra “Atotô”, saudação a Oba­luayê que quer dizer exatamente isso: “silêncio”.



Nas culturas antigas o “velho” era sempre respeitado e ouvido co­mo fonte viva do conhecimento an­ces­tral. Hoje ainda vemos este cos­tume nas culturas indígenas e ciga­nas. Algumas tradições religiosas man­têm esta postura frente o sacer­dote mais velho, trata-se de uma he­rança cultural religiosa tão antiga quan­to nossa memória ou nossa his­tória pode ir buscar, tão antigos também são alguns dos pretos velhos que se manifestam na Umbanda.

Muitos já estão fora do ciclo reen­carnacionista, estão libertos do karma, já desvendaram o manto da ilu­são da car­ne que nos cobre com paixões e ape­gos que inexora­vel­mente ficarão para trás no caminho evolutivo.

Por tudo isso e muito mais, no dia 13 de Maio, dia da libertação dos es­cravos eu os saúdo: “Salve os Pre­tos Velhos! Sal­ve as Pretas Velhas! Adorei as Almas!  

Meu Axé a todos os irmãos de Lei

Pai Josimar da Capadócia
  


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

CABOCLOS DA UMBANDA




Caboclo, na Umbanda, é um mistério, uma linha de trabalho, uma falange, um grau. É o identificador de entidades que trabalham na vibração ligada a Oxóssi, o orixá das matas e do conhecimento.

Nas linhas de ação e trabalho dos caboclos “são incorporados milhares de espíritos cujas religiões não eram a ioruba nem a indígena brasileira. Mas todos têm uma forma de incorporação bem característica” ...

“Na Umbanda, os caboclos têm uma função relevante, pois são eles que assumem a frente nas linhas de trabalho dos médiuns. Os caboclos são o elo de ligação do médium com os orixás”.  “Nas linhas de caboclos estão ocultos sob formas plasmadas grandes sacerdotes desencarnados já há muitos séculos, muitos sábios, filósofos, professores e sacerdotes dos mais variados rituais...”) (Rubens Saraceni – Umbanda Sagrada – Madras Ed.)

O arquétipo do caboclo índio brasileiro é bastante forte e “só espíritos com uma noção superior sobre as verdadeiras leis da vida poderiam ser enviados à Terra para, incorporados em seus médiuns, orientar os infelizes encarnados ... Só mesmo os nossos índios simples e cultuadores da verdadeira irmandade poderiam pregar o amor entre pessoas mais preocupadas com o sucesso pessoal do que com o bem-estar dos seus semelhantes”. (Rubens Saraceni - Os Arquétipos da Umbanda – Madras Ed.)




Os caboclos representam a simplicidade, a humildade, a coragem e a persistência. Os índios tinham elevadíssimas noções de conduta e moral e a mentira, a dissimulação e a falsidade não se desenvolveram entre eles. Pela moral, caráter, espiritualização, fraternidade, etc., a Umbanda tem no índio um dos graus mais elevados e o arquétipo para esta linha de ação e trabalho.

Os caboclos são o braço forte da Umbanda; representam a força e a energia dos trabalhos, agindo sempre com muita altivez, como desbravadores dos caminhos da espiritualidade e da fé. São espíritos que se apresentam fortes, vibrantes e trazem as forças da natureza e a sabedoria no uso das ervas. É na irradiação benéfica das matas que espíritos são curados, doutrinados e encaminhados pelos caboclos.

“Os caboclos também ensinam a termos coragem e a sermos guerreiros na vida, lutando pelo que é justo e bom para todos. ... Ajudam-nos a entrar na macaia (a mata que simboliza a vida), a cortar os cipós do caminho (vencer as dificuldades) e, se preciso, caçar os bichos do mato (vencer as interferências espirituais negativas)”.

Há caboclos(as) na irradiação de todos os Orixás, mas a linha de trabalho dos nossos queridos Caboclos e Caboclas no ritual de Umbanda Sagrada é sustentada pelo mistério Orixá Oxossi. Os caboclos e caboclas são doutrinadores de nossa Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Evolução e Geração. São trabalhadores dos mistérios à direita dos Sagrados Orixás.

Sua linha é forte, pois são aguerridos, persistentes e movimentam essências dos Tronos de Deus. São espíritos que se consagraram aos mistérios dos Orixás e servem à sua  direita, com um nome simbólico que identifica a "falange" na qual eles trabalham.

                                                           Meu Saravá á todos os irmãos de Lei


                                                                    Pai Josimar da Capadócia

domingo, 17 de fevereiro de 2013

EXU, O que é um Exu ?



Mesmo não conhecendo nada de Umbanda, provavelmente você já deve ter ouvido alguma história sobre a emblemática figura dos Exús. Tenho quase certeza que você já ouviu alguém assimilando sua imagem ao demônio, a feitiçaria ou a qualquer imagem negativa que possa existir. Se você conhece algum membro do movimento Neo-Pentecostal, em especial a IURD, a chance de você ter acreditado no “Demônio Exú” é ainda muito maior, fruto principalmente do trabalho de demonização orquestrado pelo seu líder, o EX-UMBANDISTA Edir Macedo.
Exú realmente é uma figura emblemática para que os desconhece. Até mesmo membros da própria Umbanda se confundem e acabam por perpetuar essa ideia negativa destes dedicados trabalhadores do Astral, seja através do uso daquelas estátuas grotescas, vermelhas e cheias de chifes e garras, que dizem representar seus guias, ou até mesmo pela falta de preparo em alguns terreiros, onde Kiumbas acabam se passando pelo papel de Exús e cometendo ações que em nada tem a ver com o trabalho destes gardiões.
Abaixo segue um texto psicografado por Pai Geró, dirigente do C.E.U Esperança, onde um destes trabalhadores da linha de Exú relata a verdadeira missão destes dedicados guardiões.
Onde se faz necessária a segurança e defesa contra energias negativas do Astral, lá está um destes guardiões pronto para ajudar.
Laróyè Exú!

Muitos são os que gostam de colocar dentro de centros ou terreiros de Umbanda aquilo que suas mentes acham a respeito da figura de  Exu! E muitos são os que externam em suas manifestações mediúnicas aquilo que carregam dentro de si, atravessando na  maioria das vezes a vontade do espírito que se manifesta no intuito de fazer crer que realmente está incorporado. Tais práticas nos mostram diariamente em algumas manifestações “aberrações” não  permitindo que a figura do guardião se manifeste realmente como ele é.
Com o espetáculo de exagero que vemos em alguns médiuns a imagem da Umbanda cada vez mais se torna ofuscada perante aqueles que ainda não a conhecem em sua essência sagrada dando aberturas assim às diversas criticas que encontramos referenciando nossa imagem a demônios, bruxos, obsessores fazendo por responsabilidade de determinados médiuns desconhecida a real finalidade de nosso trabalho nos centros.
Exu de lei como assim tomo a liberdade para designar nossa classe de servidores, atuam não somente dentro de centros de Umbanda, mas também nas casas tidas como Kardecistas, repartições publicas, ruas, bairros, cidades, estados e em toda a parte que energeticamente se necessite manter a ordem e o equilíbrio (N.B.: inclusive, nas IGREJAS EVANGÉLICAS). Em um centro agimos como guardas que zelam pelo equilíbrio energético do mesmo, de seus médiuns e freqüentadores, impedindo espíritos desequilibrados de adentrarem o mesmo e criarem a desordem. Tambématuamos na organização das caravanas que seguem nestas casas de espíritos em tratamento, tanto no horário de atendimento dos encarnados como quando as mesmas se encontram fechadas somente aos olhos humanos.
Nas ruas temos grupos divididos em responsabilidade orientada por um Guardião Maioral que comanda toda uma região e em cada posto aquele que assume de acordo com o seu grau de responsabilidade e preparo a guarda energética do mesmo. Ainda nos dividimos em grupos de resgates de espíritos e desequilíbrios diversos que se encontram não somente no plano de ação humano, mas também em campos de baixa vibração.
Compomos a guarda do astral e não nos vendemos ou impressionamos com bebidas, charutos e demais elementos que tem sua função concentradora de energia para determinados fins, vale lembrar que manuseamos estas mesmas energias no plano astral com ou sem o elemento e também muitas vezes os mesmos são utilizados para ”aqueles” que precisam ver para crer.
Nossa guarda se estende para hospitais, escolas, prisões e também aonde se usa a batina e a hóstia como culto ao Rabi da Galiléia. Muitos nos ignoram, julgam e outros até evitam falar de nós, mas o que todos se esquecem de é que sem guarda fica difícil manter o
equilíbrio em certas situações.
É preciso conhecer para se respeitar!
É preciso abrir a mente e os olhos do espírito para ver o que esta acontecendo a sua volta, não estamos em um parque de diversões, estamos em um planeta em fase de evolução constante e competido por forças tanto da luz, quanto das trevas.
O preconceito e a falta de informação são um câncer que nos devora gradativamente, é preciso refletir e acima de tudo abrir sua mente.
Aos médiuns invigilantes, cada um a seu tempo colhe o que plantou.
Aos desinformados a oportunidade é vindoura!
Assim caminha a humanidade rumo a luz, e nós guardamos sempre  este caminhar!
Saudando as forças de todos! Saudando o Criador e todos os seus emissários do bem!
Na guarda da luz!

                                                         Salve Seu Sete Encruzilhadas
                                                   Meu companheiro de longas jornadas
                                                       Salve Todos os meus irmãos de Lei

                                      EXU SETE ENCRUZILHADAS  ( História )


Sendo um exu trabalhador e com muita luz o senhor  Sete Encruzilhadas é um verdadeiro guerreiro que luta para difundir a  Umbanda e seus fundamentos.Segundo relatos,em sua última encarnação ele viveu no bairro de São Cristóvão, na cidade do  Rio de Janeiro.

 Desencarnou quando era muito jovem,aproximadamente  26 anos, vitima de um assalto,sendo espancado até a morte.Viveu um longo período de sofrimento  no Umbral,onde os sentimentos de vingança lhe dominavam a alma,tais sentimentos o atormentavam muito,quando foi socorrido por uma alma solidária e amiga, que aos poucos lhe mostrava novamente os caminhos do bem,da gratidão e do amor.

 Após uma fase de repouso do estado de prostração que sofreu,ele  começou pouco a pouco,a abrir seus olhos e enxergar a verdadeira estrada,cujo caminho tem uma longa escada que nos leva ao Pai.Quando recuperou-se um pouco, foi convidado por  Ricardo( Uma alma de muita luz), para trabalhar nas colheitas do bem

Ricardo é conhecido no mundo espiritual como: Exu Malandrinho do Cruzeiro das Almas,ele é o Chefe dos Exus que forma  a Equipe de Guardiões e Protetores do ” Templo Espiritualista Novo Amanhecer”.Com esse convite vieram as chances de se redimir e reparar os erros que havia cometido no passado.

 Paulo ( Exu 7 Encruzilhadas das Almas)  quando aceitou o convite de trabalhar ao lado dos demais espíritos de luz (Exus) ingressou na linha de trabalhadores de esquerda, com o nome de Exu Sete Encruzilhadas das Almas

                                         Valei-me meu amigo e Compadre de todas as horas e todos os momentos.


                                                             PAI JOSIMAR DA CAPADÓCIA

                                                                    Fevereiro de 2013

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A FRATERNIDADE ESPIRITUALISTA JORGE DA CAPADÓCIA DESEJA Á TODOS UM FELIZ NATAL E UM 2013 REPLETO DE BENÇÃOS.




UM CONTO DE NATAL

(*) Sueli Meirelles




Naquela noite especial de 25 de Dezembro, naquele bairro simples, de uma pequena cidade de região metropolitana, os moradores estavam reunidos, cada grupo de fiéis, dentro do templo de sua Tradição Religiosa. No mesmo bairro havia Templos de Candomblé, Umbanda, Católicos, Espíritas e Evangélicos, e todos, cada um do seu próprio modo, e como não poderia deixar de ser, elevavam seus pensamentos ao Amado Aniversariante, pedindo-Lhe algum tipo de presente ou alívio para os sofrimentos.
 E atendendo ao apelo de tantos corações, uma Luz se fez no Céu, descendo em direção àquele ponto do Planeta, e mais uma vez, o Verbo se fez carne, pousando seus pés na calçada, bem na esquina de uma das ruas do bairro simples. Também revestido da máxima simplicidade, com sua túnica branca e sandálias de Pescador de Almas, Jesus, o Anjo da Síntese, caminhou até o Templo do Candomblé, e a sua entrada, todo o espaço se preencheu com a luz do seu coração, a princípio assustando aqueles que ali se encontravam e esfregavam seus olhos, sem acreditarem na visão pela qual estavam tomados. E assim aturdidos, traziam nesse olhar de espanto a pergunta que seus lábios silenciavam, temerosos de quebrarem o encanto de momento tão sublime: _ Mestre, por que Tu vieste nos ver, nesta noite tão especial do Teu Aniversário, se não somos dignos da Tua Presença? Ao que Ele respondeu:
_”Atendi aos vossos pedidos, porque neste momento de tanto desequilíbrio no Planeta Terra, tendes a sabedoria de respeitar as forças da natureza, na qual conseguis ver a Obra de Meu Pai que está nos Céus.Tendes o Dom de compreender o prazer de pertencerdes a esta mesma Natureza que tantos têm maltratado. Mas também vim vos pedir um presente: Ide e compartilhai estes conhecimentos com vossos irmãos de outras Tradições Religiosas...” E a partir daquele momento, aquelas pessoas não foram mais as mesmas. Seus corações, tocados pelo Amor Divino, resplandeciam com a Luz da Sublime Presença.
E assim como havia entrado, o Divino Mestre flutuou em direção à porta de saída, atravessando a rua, e suavemente seguindo em direção ao Templo Evangélico, logo ali a frente. A sua entrada, todo o espaço se preencheu com a Luz do Seu Coração, a princípio assustando aqueles que ali se encontravam e esfregavam os olhos, sem acreditarem na visão pela qual estavam tomados. E assim aturdidos, traziam nesse olhar de espanto a pergunta que seus lábios silenciavam, temerosos de quebrarem o encanto de momento tão sublime: Mestre, por que Tu vieste nos ver, nesta noite tão especial do Teu Aniversário, se não somos dignos da Tua Presença? Ao que Ele respondeu:
_”Atendi aos vossos pedidos, porque neste momento de tanto desequilíbrio no Planeta Terra, tendes a Sabedoria da amorosidade com que acolhes aqueles que me aceitam e os chamas de irmãos e irmãs, independente das diferenças de raça, classe social, econômica ou cultural. Tendes o Dom da Graça, do Perdão e do acolhimento de vossos semelhantes. Mas também vim vos pedir um presente: Ide e compartilhai estes conhecimentos com vossos irmãos de outras Tradições Religiosas...” E a partir daquele momento, aquelas pessoas não foram mais as mesmas. Seus corações, tocados pelo Amor Divino, resplandeciam com a Luz da Sublime Presença.
E assim como havia entrado, O Divino Mestre flutuou em direção à porta de saída, seguindo por mais algumas ruas, até o Templo de Umbanda. A sua entrada, todo o espaço se preencheu com a Luz do Seu Coração a princípio assustando aqueles que ali se encontravam e esfregavam os olhos, sem acreditarem na visão pela qual estavam tomados. E assim aturdidos, traziam nesse olhar de espanto a pergunta que seus lábios silenciavam, temerosos de quebrarem o encanto de momento tão sublime: Mestre, por que Tu vieste nos ver, nesta noite tão especial do Teu Aniversário, se não somos dignos da Tua Presença? Ao que Ele respondeu:
_”Atendi aos vossos pedidos, porque neste momento de tanto desequilíbrio no Planeta Terra, tendes a Sabedoria da Humildade e Obediência ao Plano Espiritual. Mas também vim vos pedir um presente: Ide e compartilhai esses conhecimentos com vossos irmãos de outras Tradições Religiosas...” E a partir daquele momento, aquelas pessoas não foram mais as mesmas. Seus corações, tocados pelo Amor Divino, resplandeciam com a Luz da Sublime Presença.
E assim como havia entrado, o Divino Mestre flutuou levemente em direção à porta de saída, chegando ao Templo Católico. A sua entrada, todo o espaço se preencheu com a Luz do Seu Coração, a princípio assustando aqueles que ali se encontravam e esfregavam os olhos, sem acreditarem na visão pela qual estavam tomados. E assim aturdidos, traziam nesse olhar de espanto a pergunta que seus lábios silenciavam, temerosos de quebrarem o encanto de momento tão sublime: Mestre, por que Tu vieste nos ver, nesta noite tão especial do Teu Aniversário, se não somos dignos da Tua Presença? Ao que Ele respondeu:
_”Atendi aos vossos pedidos, porque neste momento de tanto desequilíbrio no Planeta Terra, tendes a Sabedoria da ajuda concreta e efetiva aos mais necessitados. Mas também vim vos pedir um presente: Ide e compartilhai esses conhecimentos com vossos irmãos de outras Tradições Religiosas...” E a partir daquele momento, aquelas pessoas não foram mais as mesmas. Seus corações, tocados pelo Amor Divino, resplandeciam com a Luz da Sublime Presença.
E assim como havia entrado, o Divino Mestre flutuou levemente em direção à porta de saída, seguindo até a próxima esquina e chegando ao Templo Espírita. A sua entrada, todo o espaço se preencheu com a Luz do Seu Coração, a princípio assustando aqueles que ali se encontravam e esfregavam os olhos, sem acreditarem na visão pela qual estavam tomados. E assim aturdidos, traziam nesse olhar de espanto a pergunta que seus lábios silenciavam, temerosos de quebrarem o encanto de momento tão sublime: Mestre, por que Tu vieste nos ver, nesta noite tão especial do Teu Aniversário, se não somos dignos da Tua Presença? Ao que Ele respondeu:
Atendi aos vossos pedidos, porque neste momento de tanto desequilíbrio no Planeta Terra, tendes a Sabedoria da compreensão racional das Leis Espirituais. Mas também vim vos pedir um presente: Ide e compartilhai esses conhecimentos com vossos irmãos de outras Tradições Religiosas... E a partir daquele momento, aquelas pessoas não foram mais as mesmas. Seus corações, tocados pelo Amor Divino, resplandeciam com a Luz da Sublime Presença.
E em cada Templo que o Divino Mestre Visitara, as pessoas ficaram magnetizadas por uma grande Força Amorosa, que as impulsionava em direção às ruas. Algumas indagavam: _ Para onde Ele foi? Em qual Templo Ele entrou? Onde Ele está agora? Estará no Templo do Candomblé? Estará no Templo Católico? No Templo da Umbanda? Estará no Templo Espírita? Ou no Evangélico? E todas começaram a se visitar, descobrindo, com grande surpresa, que na noite do Seu Aniversário, o Divino Mestre havia visitado todas aquelas pessoas que a Ele haviam elevado seus pensamentos com pureza de coração. Elas descobriram que estas, igualmente, haviam sido tocadas pelo Amor Incondicional do Mestre Jesus, que a todos atende, sem preconceitos ou discriminações de credo. E compartilhando entre si as experiências do Sublime Encontro, descobriram que todas eram muito semelhantes em sua essência, embora diferentes nas formas, porque assim é a humanidade em sua diversidade de expressão religiosa. Como um súbito clarão em suas mentes, esta compreensão dissolveu séculos de barreiras sectárias entre elas, e chorando e rindo de alegria ao mesmo tempo, elas se abraçaram fraternalmente, ainda se perguntando para onde o Mestre havia ido.
Tornando-se visível àqueles que agora tinham olhos de ver e ouvidos de ouvir, o Divino Mestre pairava sobre todas aquelas pessoas, abençoando amorosamente a multidão irmanada, que depois de mais de dois mil anos, havia compreendido os seus ensinamentos e encontrado a Paz tão desejada. Finalmente, a Babilônia da separatividade havia sido vencida e a Nova Jerusalém descera sobre a Terra... Sorrindo suavemente, o Mestre falou às suas mentes despertas:
_ “Bem-aventurados sois vós, simples de coração. Bem-Aventurados sóis vós pela vossa compaixão. Bem-aventurados sóis vós, construtores de União. Este é, e sempre será o meu melhor Presente de Aniversário...”.

     BOM NATAL Á TODOS, INDEPENDENTEMENTE DA SUA RELIGIÃO, POIS A UMBANDA É AMOR.

                                                         UM 2013 COM MUITO AXÉ !

                                                               PAI JOSIMAR DA CAPADÓCIA